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  • Meeting Lisboa

“Deixem os miúdos viver…!”

in IMPREVISTO | 7 ABRIL 2018


Todos estão de acordo. Queixam-se os alunos, queixam-se os professores, queixam-se os pais,... até as empresas se queixam! Algo está podre no reino da educação, em Portugal.

O que fazer então? A exposição SOS: Educação propõe um caminho.

Seguindo os textos de Julián Carron sobre a educação em A Beleza Desarmada (Lucerna, 2016), a exposição desenvolve-se em 3 partes.

Na primeira procura-se um diagnóstico da situação actual que passa por reconhecer em todos um coração capaz de ser despertado por alguma realidade, não obstante o estado de lassidão e falta de iniciativa em que se encontre.

Na segunda parte são expostos dois preconceitos – erros – da educação contemporânea, que de algum modo justificam o estado actual, e que atribuem a responsabilidade deste estado não aos educandos mas aos educadores (pais incluídos): por um lado a vontade dos adultos de poupar as dificuldades às crianças – eliminando a dinâmica de procura, esforçada, que o desejo põe em acção; concomitantemente a “lógica do coitadinho” – o pensamento de matriz darwiniana que justifica todos os comportamentos por possíveis antecedentes, subtraindo o indivíduo à sua responsabilidade. Nesta segunda parte são também sugeridas possibilidades de saída destes erros: a experiência elementar, como complexo de exigências e evidências com que o ser humano é dotado no encontro com a realidade (Luigi Giussani – O Sentido Religioso [Verbo, 2000]), que indefectivelmente permanece como alvor, momento de despertar da consciência humana, quando confrontada com tudo o que existe.

A terceira parte desta exposição dá-nos testemunhos de como se pode realizar este caminho: exemplos de professores que se deixam apaixonar pela comunicação de vida que é o ensino, em vez de se deixarem asfixiar pela pressão dos resultados dos seus alunos; exemplos de vitalidade anímica de muitos estudantes – muito diferente

do entorpecimento generalizado –, participantes no encontro dos Cavaleiros

(estudantes do 3º Ciclo de Comunhão e Libertação) com o Papa.

“A emergência educativa não é sobre o futuro. O que é preciso é que os jovens façam experiência de que é possível ser feliz agora” – dizia Catarina Almeida, uma das curadoras da exposição, que juntamente com Carlos Fiolhais (professor catedrático da Universidade

de Coimbra, director do Centro de Ciência Viva Rómulo) vai participar na conferência sobre a emergência educativa (Domingo, meio-dia, tenda CCB) – uma soberana oportunidade para aprender a educar.

Pedro Abreu


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