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MLX 2026 | Viver intensamente o real

Porque é que, apesar das guerras, violência, extremismos políticos e intempéries desoladoras, a realidade continua a atrair-nos em tantas das suas facetas?


Nos últimos tempos, temos assistido a um sem número de acontecimentos, alguns muito próximos de nós, que nos mostram um mundo adverso, agressivo, uma realidade imprevisível, uma realidade que nos fere. Contudo, continuamos a fazer novos amigos, a cultivar interesses culturais e laborais, a apaixonarmo-nos, a apreciar a natureza e a comover-nos com a beleza.


A vida – a realidade, as circunstâncias de cada um, os outros com quem nos encontramos – parece-nos alternadamente amiga, misteriosa e atractiva ou então um inimigo a combater ou de quem fugir, um empecilho a cancelar ou um problema impossível de resolver.


É assim que queremos viver?


Na última edição do Meeting Lisboa, reconhecemos que somos constituídos por um desejo infinito de felicidade. A vida em fuga não cumpre esse desejo. “Duro vai ficando o coração de quem não quis dar-se à dor de ser feliz”, canta Miguel Araújo (1).


Haverá mais por descobrir? A realidade tem uma positividade última? Poderá ter uma beleza escondida? Vale a pena viver abertos à vida, acolher a realidade, o outro, arriscando a sermos feridos?


Nesta edição do Meeting Lisboa, queremos verificar se é possível viver sempre e intensamente o real, sem negar ou esquecer nada (2). Onde poderemos chegar?


(1) Miguel Araújo, “Valsa Redonda”

(2) “A condição única para ser sempre e verdadeiramente religioso é viver intensamente a realidade. A fórmula do itinerário para o significado da realidade é viver a realidade sem cortes, ou seja, sem negar ou esquecer nada.” (Luigi Giussani, O Sentido Religioso. Conclusão do Capítulo Décimo)

 
 
 

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